Depressão e suicídio mais uma vez na mídia

Por 16 de julho de 2019Notícias

Essa semana, mais uma vez estamos vendo circular nas mídias um caso de depressão, que infelizmente acabou em suicídio.

Aline Araújo, 24 anos, cometeu suicídio na última segunda-feira 15 de julho, ao pular do nono andar de seu apartamento no Rio de Janeiro. A jovem ficou conhecida durante o último final de semana após revelar que havia sido abandonada por seu noivo, um dia antes de seu casamento, mas manteria a cerimônia da mesma forma. Porém, após divulgar cenas da festa, a youtuber começou a receber críticas de seus internautas. Horas depois, Aline se matou. Ela sofria de depressão.

Medo, angústia, desespero, solidão: o que leva uma pessoa a desistir de tudo? Quais fatores influenciam? Teria dado tempo se a família soubesse da intenção de quem pôs um fim ao próprio sofrimento? Essas são algumas das questões sobre suicídio que na maioria das vezes, ficam sem respostas.

O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em abril de 2016, aponta que mais de 800 mil pessoas se matam todos os anos, ou seja, a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida. O suicídio está entre as dez causas de morte mais frequentes no mundo e é a principal entre os jovens de 15 a 29 anos.

Em 2017 A Organização Mundial da Saúde (OMS), escolheu o dia 7 de abril, quando é comemorado o Dia Mundial da Saúde, para dar início a uma campanha sobre depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida. Com o lema “Vamos Conversar”, a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências. Conversar abertamente sobre depressão é o primeiro passo para entender melhor o assunto e reduzir o estigma associado a ele. Assim, cada vez mais pessoas poderão procurar ajuda.

A depressão é um transtorno mental comum que afeta pessoas de todas as idades, de todas as esferas da vida, em todos os países. O risco de se tornar deprimido é aumentado pela pobreza, desemprego, eventos de vida como a morte de um ente querido ou uma ruptura de relacionamento, doenças físicas e problemas causados pelo uso de álcool e drogas. A depressão causa angústia mental e pode afetar a capacidade das pessoas de realizar até mesmo as tarefas diárias mais simples, com consequências às vezes devastadoras para relacionamentos com a família e os amigos. A depressão não tratada pode impedir que as pessoas trabalhem e participem da vida familiar e comunitária. A depressão pode ser eficazmente prevenida e tratada. Superar o estigma frequentemente associado à depressão fará com que mais pessoas busquem ajuda. Falar com as pessoas que você confia pode ser um primeiro passo para a recuperação.

O tratamento da depressão, deve ser em geral, multidisciplinar, incluindo atendimento psicológico, psiquiátrico e acompanhamento à família. Orientações à escola, em casos de crianças e adolescentes, também são importantes, para evitar prejuízos acadêmicos durante o tratamento.

Sinais da depressão:adolescente em depressão

– Humor depressivo;

– Apatia ou agitação psicomotora;

– Isolamento social;

– Irritabilidade e instabilidade;

– Alterações do ritmo de sono;

– Alterações do apetite;

– Dificuldades de concentração;

– Uso de drogas;

– Automutilação;

– Comportamento de risco;

– Pensamentos suicidas.

 

Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas que cometem o suicídio em algum momento expôs o pensamento sobre o ato. É errado afirmar que eles querem mesmo morrer, sendo comum o arrependimento logo após a tentativa. Boa parte das pessoas com intenção suicida expressa os seus pensamentos por meio de palavras que remetem a sentimentos de culpa, desesperança, baixa autoestima e problemas morais.

O que pode ser o fim para muitos, no entanto pode ser evitado com apoio e atenção de quem está próximo: para a OMS, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Com base nos crescentes números, programas de prevenção ao suicídio foram criados em todo o mundo através da Associação Internacional para Prevenção ao Suicídio (IASP). No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) realizam durante todo o mês o Setembro Amarelo, com atividades em vários estados que estimulam divulgações sobre a causa.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e estima-se que dez a vinte milhões de pessoas tentarão se suicidar nos próximos anos, de acordo com a OMS.

A prevenção ao suicídio passa a ser desde o tratamento médico adequado ao problema apresentado pelo indivíduo até o tratamento farmacológico e acompanhamento psicoterápico. Contudo, os suportes social e familiar são fundamentais para a recuperação da pessoa que precisa de ajuda.

 

 

 

 

Maíra Amaral de Andrade – Psicóloga (CRP 05/32352), Orientadora Vocacional com foco em Avaliação Psicológica. Na área clínica trabalha com Terapia Cognitivo-Comportamental. Atualmente é Diretora e Responsável Técnica do NIDH, empresa especializada na prestação de serviços na área da Psicologia. Paralelo ministra cursos e palestras relacionados à área de Recursos Humanos, Avaliação Psicológica e Orientação Vocacional.

 

 

 

Abraços,

Maíra A. Andrade – Psicóloga CRP 05/32352

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