Tristeza & Alegria – O que é Transtorno bipolar?

Por 15 de junho de 2017Notícias

      O texto abaixo foi publicado na Revista Saúde & Cia, no mês de junho e escrito pela Psicóloga e Diretora do NIDH Maíra A. Andrade Madeira*.

        “Ao longo da vida experienciamos alegrias e tristezas em diversos momentos. A alternância de sentimentos está interligada à momentos , experiências, pessoas e acontecimentos.

        Mas afinal, em que momento a alternância de humor passa ser percebida e/ou entendida como problema?

        O Transtorno bipolar caracteriza-se pela alternância de humor, com momentos de euforia (mania) e outros de depressão, com períodos intercalados de normalidade. Desta forma, a pessoa apresenta episódios em que fica com o humor exaltado, ou eufórico, constituindo a fase maníaca e também pode apresentar episódios em que fica com o humor rebaixado, muito triste, melancólico, constituindo a fase depressiva.

        O Transtorno bipolar manifesta-se comumente na adolescência ou no início da vida adulta. Porém, há descrições de inúmeros estudos a respeito de casos que demonstraram a presença do transtorno ainda na infância. Há também estudos que levantam a hipótese de que o Transtorno bipolar é um processo neurobiológico progressivo que pode piorar à medida que os episódios vão se perpetuando. Desta forma, faz-se necessário a identificação precoce e o tratamento adequado para atenuar o curso da doença.

      Como nos demais Transtornos Mentais a causa não é única, podem existir inúmeros fatores envolvidos na etiologia desse transtorno, como fatores biológicos: principalmente desregulações nos neurotransmissores cerebrais; desregulação neuroendócrina, envolvendo os hormônios da tireóide, o hormônio do crescimento, a redução da secreção noturna da melatonina, alterações cerebrais, etc.; fatores genéticos onde a incidência do transtorno bipolar é bem maior em parentes de pessoa que tem o transtorno do que na população geral, e é mais alta quanto mais próximo o parentesco e maior ainda em se tratando de gêmeos idênticos; fatores psicossociais com acontecimentos na vida e estresse ambiental; além de fatores da personalidade e fatores psicológicos. Podemos resumir as causas que envolvem fatores bio-psico-sociais.

      A identificação por parte de familiares e/ou pessoas próximas é através da observação na alternância de humor e os períodos destas alternâncias. Quando perceber essas alterações em algum familiar deve-se tentar convencê-lo a aceitar a ajuda, estimulando-a buscar tratamento adequado com equipe multidisciplinar (psiquiatra, neurologista e psicólogos), pois a intervenção precoce pode evitar recaídas.

         O Transtorno bipolar não tem cura, seu tratamento requer manutenção para evitar remissão dos sintomas.

     O tratamento inclui acompanhamento psicológico, tratamento medicamentoso e orientação psicoeducacional. Como o transtorno engloba fatores bio-psico-social o acompanhamento psicológico deve minimizar o sofrimento causado pelos sintomas. Isso deve incluir um trabalho de aceitação do diagnóstico, através de informações sobre a doença. A TCC (Terapia Cognitivo-comportamental) mostra resultados favoráveis. Com menor número de recaídas, melhor adesão ao tratamento e redução dos sintomas do humor. O tratamento medicamentoso conta com várias substâncias, dependendo do estado em que o paciente se encontra. Já a orientação psicoeducacional auxilia no esclarecimento sobre sintomas e causas para os pacientes e familiares, além dos riscos e quais atitudes tomar durante a depressão ou a mania, como se preparar para as recorrências, entre outras. Outra questão a ser aprendida é como lidar com uma nova crise, evitando decepção, frustração, desesperança, além de prevenir conseqüências prejudiciais que são fundamentais na recuperação.

      Para o DSM-V, o risco de suicídio ao longo da vida em pessoas com Transtorno bipolar é estimado em pelo menos 15 vezes o da população em geral.”

           Em caso de dúvidas, procure um psicólogo para melhores orientações.

          

*Maíra Amaral de Andrade Madeira

Psicóloga (CRP 05/32352), Orientadora Vocacional com foco em Avaliação Psicológica. Na área clínica trabalha com adolescentes com Terapia Cognitivo-Comportamental. Atualmente é Diretora e Responsável Técnica do NIDH, empresa especializada na prestação de serviços na área da Psicologia. Paralelo ministra cursos e palestras relacionados à área de Avaliação Psicológica, Orientação Vocacional e Recursos Humanos.

 

 

 

 

Abraços,

Equipe NIDH

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